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Profecias cumpridas - Tsunamis, Terremotos e Inundações - O Amanhã hoje - Parte 1

As Sete Trombetas


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Dando seguimento à série de artigos sobre os sete selos, nos deteremos nesta e nas próximas edições ao estudo das profecias que se cumprem ao abrir-se o sétimo selo. Ao Jesus, o Cordeiro, abrí-lo, todas as profecias relativas ao tempo do fim se desenrolam para o entendimento dos servos de Deus. As encontramos no livro de Apocalipse, especialmente entre os capítulos 8 e 19. Elas estão cheias de advertência, instrução e conforto para os seres humanos. Jesus, em quem está o amor de Deus, sabendo qual seria nossa maior necessidade, enviou uma mensagem presente, alimento ao seu tempo para os homens famintos pela verdade. Se você é um deles, a mensagem é para você.

 

Silêncio no céu

"E, havendo aberto o sétimo selo, houve silêncio no céu quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas" (Apoc 8:2).

primeiratrombetaMomentos de grande solenidade são aqui apresentados. Os habitantes do céu cessam seus cânticos de louvor para contemplar a cena: E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. Sua pausa tem uma justa razão. As sete trombetas são tocadas nos momentos finais da história: "nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados"; "Porque o mesmo Senhor descerá do céu… com a trombeta de Deus; e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens a encontrar o Senhor nos ares" ( I Cor. 15:51, 52). No ressoar da sétima e última trombeta, Jesus voltará nas nuvens do céu para buscar os Seus. Ao verem os anjos recebendo das mãos de Jesus as trombetas para que as toquem, os seres celestiais compreendem que as últimas cenas do conflito entre a verdade e o erro, entre Cristo e Satanás, estão por se desenrolar. Os toques das trombetas levarão os homens da última geração de pessoas que vive na terra a decidirem aceitar a Jesus e nEle crer como Salvador pessoal, ou rejeitá-lo para sempre. É o tempo da decisão final.

 

O último esforço para salvar os homens

Muito está em jogo. Jesus diz: "Pai, aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo" (João 17:24). Tem todo o interesse em fazer valer o preço que pagou pelas almas de todos os homens. Reclama-os como possessão adquirida por Seu sangue. Enquanto o juízo dos homens avança no céu, para determinar quais serão dignos da vida eterna, Jesus faz a defesa do caso de todos os que nEle creram e permaneceram fiéis: "qualquer que Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de Meu Pai" (Mat. 10:32). E quando passa pelo caso dos que O confessaram, obedeceram, diz ao acusador: "o SENHOR te repreende, ó Satanás… não é este um tição tirado do fogo?" (Zac. 3:2). Contudo, nem todos poderão ser defendidos por Jesus: "… mas qualquer que Me negar diante dos homens, Eu o negarei também diante de Meu Pai, que está nos céus" (Mat. 10:32).

 

A perda de uma alma para Satanás gera uma grande tristeza em Jesus; portanto, para evitar, se possível, tal coisa, Ele procurará avisar aos homens que seu tempo de graça está acabando, e o fará por meio dos toques de trombeta. No tempo do Israel antigo, Ele havia instruído Moisés quanto a celebrarem o ano religioso. Esse terminava no sétimo mês, num dia denominado "Dia da Expiação" (Lev. 25:8, 9). Neste dia, todos do povo deveriam afligir suas almas diante de Deus, confessando seus pecados, pois eles seriam apagados. "Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e seres purificados de todos os vossos pecados"; "é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR, vosso Deus. Porque toda alma que, naquele mesmo dia, se não afligir será extirpada do seu povo" (Lev. 16:30; 23:28, 29). A perda que o israelita sofria caso não afligisse sua alma, confessando a Deus seus pecados, era enorme: "toda alma que… se não afligir será extirpada (eliminada) do seu povo". Isso significava não ter parte com o povo, nem na herança que ele receberia - a terra de Canaã. Significava perder tudo. Para evitar que alguém, não advertido, sofresse esta desgraça, Deus determinou que, misericordiosamente, se desse um aviso alguns dias antes do dia da Expiação. "Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso ao toque de trombetas" (Lev. 23:24). A Expiação se fazia no décimo dia do sétimo mês (Lev. 23:27); e no primeiro dia do mês, um pouco antes, tocavam as trombetas de aviso. Assim, muitos podiam, na última hora, prepararem-se.

 O cerimonial cumprido pelos israelitas era uma ilustração e profecia viva do plano da redenção. Assim como o ano religioso terminava no dia da Expiação, na realidade Jesus concluiria Sua obra em favor dos homens no tempo da "Expiação". E como, antes do Dia da Expiação, avisava-se o povo para que confessasse seus pecados por meio do toque de trombetas, no tempo do fim, Jesus envia os sete anjos para tocar as trombetas e avisar os que habitam na terra que seu tempo de graça está finalizando e Ele virá logo para buscar Seu povo. Os habitantes do céu conhecem o que estamos estudando aqui. Não é de admirar que emudeçam ao ver a chegada do momento no qual os anjos receberão a incumbência de tocá-las. Chegou a hora da decisão final para o mundo; e em Seu amor infinito, Deus envia por meio de Jesus os últimos avisos de misericórdia. Quem aproveitará a última oportunidade?

Os anjos que recebem as trombetas eram os que "estavam diante de Deus" (Apoc. 8:3). Os anjos somam "milhares de milhares e milhões de milhões" (Dan. 7:10). De todos estes, os mais fortes servem na presença imediata de Deus. Gabriel, o poderoso anjo do céu que enfrenta Satanás, demonstrando a exaltada posição que possui nas cortes celestiais para Maria, mãe de Jesus, declarou: "eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus" (Luc. 1:19). Diante de Deus estão os anjos mais exaltados e poderosos. Esses recebem a incumbência de dar o último aviso aos candidatos a salvação na terra. O céu faz o seu último grande esforço para salvar as pessoas, e nele emprega sua força máxima. Nisso se manifesta o amor de "Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade"(I Tim. 2:3, 4).

 

Cristo ainda intercede pelos homens

Logo após a entrega das trombetas, João vê outra cena no santuário do céu:

"E veio outro anjo e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra, e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos. E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las." Apocalipse 8:3-6.

No santuário construído por Moisés, do povo de Israel, Deus havia ordenado que a pessoa que servisse na posição de Sumo sacerdote oferecesse incenso diante dEle. Encontramos na Bíblia a ordem para que Arão, o Sumo Sacerdote, o fizesse (Êxo. 30:8). O incenso era preparado com "especiarias aromáticas" e tornava-se "um perfume, segundo a arte de perfumista, temperado, puro e santo" (Êxo. 30:34, 35). Deveria ser oferecido pelo Sumo Sacerdote colocado sobre as brasas de um incensário. Ao ser queimado, o perfume exalava e enchia o santuário. Assim, sobrepunha-se ao mau cheiro exalado do sangue apodrecido de cordeiros e outros animais. Esses eram sacrificados para o perdão dos pecados e representavam Jesus, o Cordeiro de Deus, que seria sacrificado na cruz. Tudo isso era representativo da obra de Cristo. Paulo disse que os sacerdotes hebreus ministravam como "exemplar e sombra das coisas celestiais" (Heb. 8:5). Seus serviços representavam o que Ele faria no cumprimento do plano da redenção. "Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós, perante a face de Deus"; Ele é o "Sumo Sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem" (Heb. 9:22; 8:1, 2)*. O bom cheiro do incenso representava a vida e o caráter dos santos de Cristo. Paulo, falando sobre o fato de os cristãos reproduzirem a vida de Cristo nas suas, escreveu: "graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do Seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo" (II Cor. 2:14, 15).

No Santuário hebreu, o Sumo Sacerdote era quem tinha a incumbência de apresentar o incenso perante Deus. E em realidade, Jesus Cristo apresenta o bom perfume, o incenso, da Sua vida sem pecado, ao Pai. João O viu, em Apocalipse 8, apresentando Seus méritos, Sua vida sem pecado, representada pelo incenso, junto com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante de Deus. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus (Apoc. 8:3, 4). Esta expressão demonstra que a intercessão de Cristo é aceita por Deus. As orações dos santos, embora poluídas com o mau odor dos seus pecados, chegam até o Pai de amor misturadas com o bom cheiro da vida perfeita, sem pecado, de Cristo. Sua justiça cobre os pecados dos santos, assim como o cheiro do incenso cobria o mau odor do sangue apodrecido dos animais no santuário da terra. Em Cristo, os santos e Suas orações são aceitos. A humanidade é aceita por Deus na pessoa do Filho. Esta visão, dada logo após os anjos receberem as trombetas, deixa claro para João que, no momento em que eles começarão a tocá-las, Jesus ainda intercede pelos seres humanos. E o relato da visão foi registrado para que você se assegure que, terríveis como possam ser as conseqüências dos toques das trombetas, em realidade elas são avisos do Deus que te ama, mostrando que ainda há um Mediador intercedendo por nós. Por outro lado, também é mostrado que, nesta época, se findará para sempre o tempo de graça concedido aos homens:

"E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra"(Apoc. 8:5).

Vamos explicar com um pouco de detalhes o conceito apresentado na frase acima, para entendermos melhor. Certa vez, quando o povo de Israel colocou-se em ousada rebelião contra Deus, desatou uma praga que ceifou a vida de muitos. Então, Arão, o Sumo Sacerdote, colocou-se, com o incensário cheio de incenso, no meio do povo, para que a praga não matasse mais pessoas. O relato bíblico diz: "Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei num momento; então se prostraram sobre o Seu rosto, e disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do SENHOR; já começou a praga. E tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou incenso nele e fez expiação pelo povo. E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga." (Núm. 16:44-48). Estas coisas foram "escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos" (I Cor. 10:11). Assim como Arão apresentou a fumaça do incenso para conter a praga, também a intercessão de Cristo, apresentando o incenso de Sua justiça ao Pai, impede o derramamento das sete últimas pragas do Apocalipse. Quando essas forem derramadas, o serão sem mistura de misericórdia (Apoc. 14:10). Deus retém os justos juízos retribuitivos contra os ímpios para dar oportunidade a todos para que se arrependam e se salvem, se quiserem. Enquanto Jesus permanece oferecendo Sua justiça, simbolizada pelo incenso, o convite de misericórdia é estendido aos homens. Mas quando ver que a última pessoa já fez sua decisão para vida ou morte aqui na terra, Jesus lançará o incensário. Então, não haverá mais misericórdia.

Logo após ver Jesus lançar o incensário, João relata que "houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos, e terremotos" (Apoc. 8:5). Este relato é idêntico ao que encontramos após o derramamento da sétima e última praga do Apocalipse: "E o sétimo anjo derramou a sua taça… e houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto" (Apoc. 16:18). Esta coincidência dos relatos confirma que após Jesus lançar o incensário, são derramadas as sete últimas pragas. Vamos apresentar um comparativo explicando novamente o que estamos dizendo, para facilitar o entendimento:

Apocalipse 8:5: "E o anjo tomou o incensário… e o lançou sobre a terra, e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos, e terremotos"

Apocalipse 16:18:  "E o sétimo anjo derramou a sua taça… e houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto"

Note a coincidência dos relatos. Isso mostra que ambos estão tratando do mesmo evento. Após Jesus lançar o incensário, houve depois, ou seja, um pouco de tempo após Ele o lançar, vozes, trovões, relâmpagos e terremotos. Mas este é o relato da sétima praga. Então, entendemos que, na sétima praga:

são derramadas as sete pragas       vozes, trovões, relâmpagos e… terremoto (Ap. 16:18)

|--------------------------------------------------------|

Jesus lança o incensário (ap. 8:5)         houve depois…vozes, trovões, relâmpagos e terremotos (Ap. 8:5)

 

A expressão depois de Apocalipse 8:5 refere-se ao tempo no qual serão derramadas as sete últimas pragas, e finaliza-se na sétima praga, quando se cumprirão os eventos: "vozes, trovões, relâmpagos e terremotos". O significado do texto fica: Jesus lançou o incensário, e houve depois, (quando estava-se derramando a sétima praga,) vozes, trovões, relâmpagos e terremotos.

 

Cristo, anjo?

Em Apocalipse 8, mencionando Cristo em Sua obra de interceder pelos homens, João diz ter visto um "anjo": "e veio outro anjo e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro" (Apoc. 8:3). Alguns aqui podem ficar talvez em dúvida: é Cristo um anjo? Não diz a Bíblia ser Ele homem (I Tim. 2:5)? A palavra aqui traduzida no original como "anjo", significa "mensageiro"; assim, pode referir-se também a Jesus Cristo como mensageiro de Deus. Lembre-se que o Apocalipse é a "Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu" (Apoc. 1:1) . O emprego deste termo é adequado nesta visão, pois nela Jesus aparece comissionando sete anjos para que enviem avisos, mensagens aos homens na terra - as sete trombetas.

 

A primeira trombeta

"E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las. E o primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada" (Apoc. 8:6, 7).

Os intérpretes têm considerado esta parte da Escritura como tendo sentido simbólico. Isso porque consideram ser muito difícil, senão impossível, que uma calamidade de tal magnitude como a descrita no texto acima possa se cumprir literalmente. Ocorresse uma saraiva que destruísse a erva verde em uma terça parte da terra, e a vida da população estaria seriamente comprometida. Todavia, um raciocínio como este levou os filósofos do passado a descrerem do dilúvio - só porque nunca havia chovido e parecia impossível ocorrer uma calamidade tal que destruísse toda a terra. Mas ocorreu, e no tempo apontado por Deus. O mesmo se dá aqui. Embora não descartemos as interpretações simbólicas das mensagens das trombetas do Apocalipse e até concordemos com algumas delas, nos parece que o próprio texto dá evidências de que haverá um cumprimento literal. Quando relatou a profecia das trombetas, João descrevia elementos até então desconhecidos para ele. Todavia, os mesmos fazem já parte do nosso cotidiano, e mostram por isso que somos a geração que presenciará seu cumprimento.

Indo agora direto ao texto, vemos ali o relato de uma saraiva e fogo. Saraiva é o nome dado às chuvas de granizo, ou de pedras. O granizo é formado normalmente por pedras de gelo. Mas no relato, João avista ter visto pedras e fogo. Não sabemos se João já havia visto alguma chuva de pedras com fogo em sua época, mas hoje é comum se verem chuvas de pedras incandescentes no céu. Elas são chamadas "estrelas cadentes", pelo povo, e na verdade são meteoros, pequenas pedras que viajam a velocidades que podem chegar a 80.000km por hora. Cobrem a distância da nuvem até a terra em um segundo. Pela alta velocidade com que viajam, atritam (raspam) com o ar, e aquecem, até pegarem fogo. Experimente esfregar sua mão rápida e fortemente contra um tampo ou pedaço de madeira lisa. Você logo vai sentir que ela se "esquenta". Este é o mesmo efeito que leva os meteoros a pegarem fogo. No caso deles, pela alta velocidade com que viajam, esquentam tanto que chegam a vaporizar - viram fumaça. Por isso, quando vemos as estrelas cadentes no céu, percebemos que elas se movem e, "de repente", desaparecem. Quando muitas destas pedras entram na atmosfera da terra ao mesmo tempo, ocorrem as chamadas "chuvas de meteoros". Em nossos dias, elas são comuns. Todos os anos, em alguns lugares do planeta podem ser vistas as "plêiades", chuvas de meteoros que acontecem na mesma época.

João viu que chegaria um tempo no qual os meteoros não se vaporizariam no ar, mas chegariam até a superfície da terra, como bolas de fogo, caindo sobre animais, pessoas, casas, carros e edifícios; queimando árvores e ervas, destruindo plantações e causando diminuição no suprimento de alimento. A terra será queimada na sua terça parte (Apoc. 8:7). As conseqüências imediatas serão logo vistas. Haverá desabastecimento nos supermercados e o preço dos alimentos subirá, pois haverá menos oferta do que procura. Então, massas de pais de famílias e pessoas menos favorecidas economicamente serão vistas saqueando supermercados e todos depósitos de comida. A polícia, obviamente, será convocada para conter as massas. As pessoas, entre morrer de fome e enfrentar a polícia para tentar garantir o suprimento da família, certamente escolherão a segunda alternativa, e o resultado será conflitos nas grandes cidades e guerra civil. Com uma terça parte da terra atingida, o caos estará em tantos lugares ao mesmo tempo que será impossível para as equipes de socorro das nações unidas e outros países atenderem a emergência. Milhares de pessoas estarão condenadas a morrer de fome. O que víamos somente na Etiópia e alguns países da África, será a realidade dos centros urbanos em diversas partes do mundo. Tudo isso, da noite para o dia.

A Bíblia está repleta de instrução e conforto, bem como salvação, para os que obedecem a Deus. Desde muito já fora ensinado que, ao se aproximarem os tempos de crise, deve o povo de Deus se encontrar longe das grandes cidades: "Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei, então, que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia, que fujam para os montes; e os que estiverem no meio da cidade, que saiam; e, os que estiverem nos campos, que não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. Mas ai das grávidas e das que criarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira sobre este povo" Luc. 21:20-23. Após o cumprimento da primeira trombeta, os que tiverem um pequeno pedaço de terra no campo, onde podem cultivar o próprio alimento, serão considerados reis e rainhas. Verduras e frutas, as quais se compram hoje quase de graça no mercado, serão buscadas a preço de ouro. Bom é para os filhos de Deus seguirem Seu plano e deslocarem-se para as áreas rurais. Quando Deus fez o concerto com Abraão, o levou para longe de sua parentela a qual morava na moderna cidade de Ur dos caldeus, e o fez habitar junto aos carvalhais de Manre (Gên. 14:13), no campo. Moisés foi preparado para liderar o povo de Israel no deserto de Midiã. João Batista foi preparado para sua missão em lugares desertos. A Bíblia está repleta de exemplos mostrando que Deus leva os Seus servos para lugares não muito povoados, no campo, para que ali Se revele a eles. Os que, nestes últimos dias, aceitarem o concerto de Deus e se tornarem filhos de Abraão pela fé, seguindo seu exemplo e habitando no campo, serão livrados de muitas dificuldades que surgirão no terrível tempo no qual a primeira trombeta será cumprida. Poderão cultivar seu próprio alimento.

Faz-se necessário hoje preparação cabal para enfrentar este tempo terrível e nele estar em condições de aliviar o sofrimento da família. Embora tão calamitosa, Deus permitirá que esta desgraça caia sobre a terra. Não que Ele a tenha causado. Temos evidências suficientes para crer nisso. Recentemente, a mídia independente tem reportado que a NASA tem se ocupado de estudar corpos celestes, e chegou a explodir uma bomba atômica no núcleo de um cometa. O delicado equilíbrio do espaço sideral está sendo alterado. Assim, corpos celestes que antes apenas rodeavam a terra, uma vez tendo sua rota mudada pelo homem colidirão com a terra, causando as mais terríveis calamidades. "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gál. 6:7). É dessa maneira que será cumprida a profecia da trombeta: o homem colherá juízo como resultado das suas más ações. Contudo Deus, que conhece o fim desde o princípio, anuncia de antemão quais serão as conseqüências dos seus atos, e afirma ser este o primeiro dos sete avisos que anunciam a segunda vinda de Cristo.

 

Como vimos, a obediência a Deus no sentido de buscar morada no campo será um meio de escape de muitas das conseqüências "físicas" desta calamidade. Contudo, a trombeta constitui um aviso e chamado de preparação para evitar uma perda muito mais terrível: a vida eterna. É um dos últimos apelos do céu para que o homem se reconcilie com Deus por meio de Jesus Cristo, e, confiando nEle, se converta da desobediência para a obediência a todos os mandamentos. O texto diz que o fogo era "misturado com sangue" (Apoc. 8:7). Não há como entender este trecho literalmente, pois o sangue não se mistura com o fogo; ele o queima. A expressão se entende no sentido espiritual. Em Lev. 17:11, encontramos que a "vida está no sangue". Derramando Seu sangue na cruz do Calvário, Jesus deu Sua vida por nós, e este foi um testemunho da misericórdia de Deus para conosco. Quando o anjo destruidor matou os primogênitos da terra do Egito, passou por alto a casa dos que tinham o sangue passado nos  seus umbrais da porta. É por meio do sangue de Cristo que nossas vidas são preservadas; e  o fato dele ser associado com o juízo anunciado na primeira trombeta, mostra que este será mesclado com misericórdia. Embora terrivelmente catastrófico, Deus restringirá seus efeitos em Sua misericórdia, e conduzirá toda a situação visando o melhor benefício de cada ser humano. Fará deste juízo um despertador de consciências, para que as pessoas ponderem sobre quão transitórias são as coisas desta vida, e apreciem as bênçãos duradouras que Deus lhes oferece por meio de Jesus. Levará muitos a aceitarem o Salvador e obedecerem Sua lei.

Disse Jesus: "se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor, do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor"; "Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, este é o que Me ama" (João 15:10; 14:21). E entre os mandamentos, Deus quer que de maneira especial demos atenção e prestemos obediência ao quarto, hoje quase completamente esquecido no meio cristão:

"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou" (Êxo. 20:8-11).

Muitos podem ponderar e imaginar que tudo continuará por anos como sempre esteve, e os céus seguirão azuis, pintados com nuvens como sempre estiveram desde que nascemos. Todavia, os que não crerem nas palavras de Deus serão surpreendidos. Naquele tempo, muitos também dirão: "sabíamos que os juízos de Deus viriam, mas não pensávamos que viriam tão rápido!". E outros lhes dirão: "vocês sabiam! Nós não sabíamos!". A mensagem por trás de suas palavras será: "por que não nos avisaram"? Hoje ainda há tempo, não somente para o preparo com também para avisar outros sobre o que virá. Se Deus te toca hoje, leve esta mensagem para todos quantos você conhece e ou tem acesso. Quem sabe se os que hoje parecem menos propensos a aceitá-la serão justamente os que se salvarão por ela? "Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra… Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas coisas. Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas"(Ecles. 11:5, 6). Que Deus te abençoe e te use na divulgação da mensagem!

Ministério 4 Anjos

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